quinta-feira, 8 de julho de 2010

VAGA-LUMES

A noite preanuncia e começam  aparecer os luzeiros naturais. Uma luzinha aqui, outra ali... Eram eles, os vaga-lumes! Há quanto tempo não os via! Não me dava a chance de percebê-los. E, de repente, eu rezava, à luz-escuridão. Luz no escuro, alegria no final do caminho - vaga-lumes!
Aquelas luzinhas contrastando com o turvo, vetorizando claridade e noite.
Pequeninos, mas que fachos, tão visíveis na ausência da luz!
E eu os via porque, circunstancialmente, me permitia. Concedia-me o tempo, abria os olhos e aguçava os ouvidos. Apreendia-os como graça natural para iluminar a realidade.
Prodigalidade divina em criaturas que pontuam o caminho e apresentam o contraste noite-luz.
Maravilhosa graça! Eram apenas, mas sobretudo, os vaga-lumes. Acolhiam-me para refletir sobre os contrastes.

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